<T->

          Viver e Aprender
          Portugus 3
          3a. srie 
          Ensino Fundamental

          Cloder Rivas Martos
          Joana D'Arque G. Aguiar

<F->
Impresso braille em quatro
partes, da 7a. edio reformulada, -- 2001, 1a. tiragem -- 2001, 
So Paulo, 2001, da Editora Saraiva
<F+>

          Segunda Parte

          Ministrio da Educao
          Instituto Benjamin Constant
          Av. Pasteur, 350/368 -- Urca
          22290-240 Rio de Janeiro 
          RJ -- Brasil
          Tel.: (0xx21) 3478-4400
           Fax: (0xx21) 3478-4444
          E-mail: ~,ibc@ibc.gov.br~, 
          ~,http:www.ibc.gov.br~,  
          -- 2003 --
<P>

          Editora Saraiva

          Editor:
          Maria Tavares de Lima 
          Batista (Dalva)

          Assistente editorial:
          Claudia Renata G. Costa 

          ISBN 85-02-03487-1

          Editora Saraiva
          Av. Marqus de So 
          Vicente, 1697  
          CEP 01139-904
          Barra Funda -- So Paulo -- SP
          Tel.: PABX (0xx11) 3613-3000
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 E-mail: ~,atendprof.didatico@~
  editorasaraiva.com.br~,
<P>
<F->
                               I
Sumrio 

Segunda Parte

Unidade 4

Lugar de Criana  na 
  Escola

Na escurido miservel, 
  Fernando Sabino ::::::::: 101
Estudo do texto :::::::::::: 106
Um pouco de gramtica: 
  substantivos prprios e
  comuns :::::::::::::::::::: 108
Vamos produzir ::::::::::::: 110
Dilogo entre textos: As
  crias da casa, Iolanda
  Huzak e J Azevedo ::::: 111
Um pouco de gramtica:
  substantivos primitivos
  e derivados ::::::::::::::: 119
Vamos produzir 
  (entrevista) :::::::::::: 122
<P>
Dilogo entre textos: Os
  entregadores de po,
  J Azevedo, Iolanda
  Huzak e Cristina
  Porto :::::::::::::::::::: 123
Um pouco de gramtica: 
  sons do s ::::::::::::::::: 130
Vamos produzir ::::::::::::: 136

Unidade 5

Era uma vez...

Branca de Neve, J. W.
  Grimm (adaptao) :::::: 137
Estudo do texto :::::::::::: 146
Um pouco de gramtica: 
  gnero do substantivo e 
  artigos ::::::::::::::::::: 148
Vamos produzir ::::::::::::: 153
Dilogo entre textos: Era
  uma vez..., lvaro Socci
  e Claudio Matta ::::::::: 155
Um pouco de gramtica: 
  plural e singular ::::::::: 159
Vamos produzir ::::::::::::: 164
<P>
                            III
Dilogo entre textos:
  Histria meio ao contr-
  rio, Ana Maria 
  Machado :::::::::::::::::: 165
Um pouco de gramtica: 
  g/j :::::::::::::::::::::: 173
Vamos produzir ::::::::::::: 175

Unidade 6

Vamos Brincar com as 
  Palavras?

A Lua  do Raul, Ceclia
  Meireles ::::::::::::::::: 177
Raridade, Jos Paulo 
  Paes ::::::::::::::::::::: 179
Estudo do texto :::::::::::: 180
Um pouco de gramtica: grau
  do substantivo :::::::::::: 183
Vamos produzir ::::::::::::: 186
Dilogo entre textos: Trem
  de ferro, Manuel 
  Bandeira ::::::::::::::::: 187
Um pouco de gramtica: s ou
  z nos diminutivos ::::::::: 192
<P>
Vamos produzir (criao de
  estrofes a partir de um
  poema de Elias
  Jos) ::::::::::::::::::: 194
Dilogo entre textos: Poema
  de Leon Eliachar :::::::: 196
Um pouco de gramtica: sons
  do x :::::::::::::::::::::: 198
Vamos produzir ::::::::::::: 206
<F+>

<63>
<TL. P. v. apren. 3>
<T+101>
Unidade 4

Lugar de Criana  na Escola!

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc conhece alguma criana que trabalha? 
 O que ela faz no seu trabalho?
 Por que voc acha que ela trabalha?
 O que voc pensa sobre o trabalho infantil?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<64>
Na Escurido Miservel

  Eram sete horas da noite quando entrei no carro, ali no Jardim Botnico. Senti que algum me observava, enquanto punha o motor em movimento. Voltei-me e dei com uns olhos grandes e parados como os de um bicho, a me espiar, atravs do vidro da janela, junto ao meio-fio. Eram de uma negrinha mirrada, raqutica, um fiapo de gente encostado ao poste como um animalzinho, no teria mais que uns sete anos. Inclinei-me sobre o banco, abaixando o vidro:
  -- O que foi, minha filha? -- perguntei, naturalmente, pensando tratar-se de esmola.
  -- Nada no senhor -- respondeu-me, a medo, um fio de voz infantil.
  -- O que  que voc est me olhando a?
  -- Nada no senhor -- repetiu. -- Tou esperando o nibus... 
  -- Onde  que voc mora?
  -- Na Praia do Pinto.
  -- Vou para aquele lado. Quer uma carona? 
<65>
  Ela vacilou, intimidada. Insisti, abrindo a porta:
  -- Entra a, que eu te levo.
  Acabou entrando, sentou-se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia olhando duro para a frente, no ousava fazer o menor movimento. Tentei puxar conversa:
  -- Como  o seu nome?
  -- Teresa.
  -- Quantos anos voc tem, Teresa?
  -- Dez.
  -- E o que estava fazendo ali, to longe de casa?
  -- A casa da minha patroa  ali.
  -- Patroa? Que patroa?
  Pela sua resposta, pude entender que trabalhava na casa de uma famlia no Jardim Botnico: lavava roupa, varria a casa, servia a mesa. Entrava s sete da manh, saa s oito da noite.
  -- Hoje sa mais cedo. Foi jantarado. 
  -- Voc j jantou?
  -- No. Eu almocei.
<66>
  -- Voc no almoa todo dia?
  -- Quando tem comida pra levar, eu almoo: mame faz um embrulho de comida pra mim.
  -- E quando no tem?
  -- Quando no tem, no tem -- e ela at parecia sorrir, me olhando pela primeira vez. Na penumbra do carro, suas feies de criana, esqulidas, encardidas de pobreza, podiam ser as de uma velha. Eu no me continha mais de aflio, pensando nos meus filhos bem nutridos -- um engasgo na garganta me afogava no que os homens experimentados chamam de sentimentalismo burgus:
  -- Mas no te do comida l? -- perguntei, revoltado. 
  -- Quando eu peo eles do. Mas descontam no ordenado, mame disse pra eu no pedir.
  -- E quanto  que voc ganha?
  Diminu a marcha, assombrado, quase parei o carro. Ela mencionara uma importncia ridcula, uma ninharia, no mais que alguns trocados. Meu impulso era voltar, bater na porta da tal mulher e meter-lhe a mo na cara.
<67>
  -- Como  que voc foi parar na casa dessa... foi parar nessa casa? -- perguntei ainda, enquanto o carro, ao fim de uma rua do Leblon, se aproximava das vielas da Praia do Pinto. Ela disparou a falar:
  -- Eu estava na feira com mame e ento a madame pediu para eu carregar as compras e a noutro dia pediu a mame pra eu trabalhar na casa dela, ento mame deixou porque mame no pode deixar os filhos todos sozinhos e l em casa  sete meninos fora dois grandes que j so soldados pode parar que  aqui moo, obrigado.
  Mal detive o carro, ela abriu a porta e saltou, saiu correndo, perdeu-se logo na escurido miservel da Praia do Pinto.

<R+>
(Paulo Mendes Campos *et al. Para gostar de ler*: crnicas. So Paulo, tica, 1995. 
  v. 3. p. 57 a 59.)
<R->

  *Fernando Sabino* nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1923. Formou-se em Direito. Publicou seu primeiro texto aos 15 anos. Em 1982, comeou a escrever para crianas. So dele os livros: *O menino no espelho, A vitria da infncia, Macacos me mordam* e *O pintor que pintou o sete*.

<68>
Estudo do texto

<R+>
 1. Junto com mais dois colegas, ensaiem uma leitura dramatizada. O professor poder sortear aqueles que apresentaro para a classe.
 2. Procure no texto o trecho referente ao horrio em que acontece a histria.
 3. Quanto tempo voc acha que durou o dilogo entre o motorista e a menina?
 4. Retire do texto o trecho em que o autor descreve a menina.

 5. Releia o trecho:
<R->

  "Acabou entrando, sentou-se na pontinha do banco, e enquanto o carro ganhava velocidade, ia 
<p>
 olhando duro para a frente, no ousava fazer o menor movimento."

  Como voc imagina que a menina se sentia neste trecho?

<R+>
 6. Releia o trecho:
<R->
  
  "-- Eu estava na feira com mame e ento a madame pediu para eu carregar as compras e a noutro dia pediu a mame pra eu trabalhar na casa dela, ento mame deixou porque mame no pode deixar os filhos todos sozinhos e l em casa  sete meninos fora dois grandes que j so soldados pode parar que  aqui moo, obrigado."
<R->

<69>
  Agora, responda:
<R+>
 a) O que voc observou quanto  linguagem?
 b) Por que o autor optou por usar essa linguagem?
 c) Quais so as marcas presentes no texto que revelam a linguagem escolhida?

 7. Voc teria oferecido carona para a menina? Por qu? 
 8. O que voc achou da histria da menina?
<R->

Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Copie as frases no caderno, completando-as:
 a) O nome do texto que voc acabou de ler  '''''  
 b) O nome do autor do texto 
   ''''' 
 c) O nome da personagem principal do texto  ''''' 
 d) A personagem principal mora na ''''' 
 e) O lugar onde a patroa da menina mora chama-se ''''' 
 f) As minhas frutas prediletas so ''''', ''''' e ''''' 
 g) No zoolgico, os animais de que mais gosto so ''''', ''''', ''''' e ''''' 
 h) No meu estojo costumo trazer ''''', ''''' e ''''' 
<R->
  Continue copiando e completando:
<P>
  Voc completou as frases *a, b, c, d, e* com substantivos ''''', aqueles que se referem a um ser em particular. So escritos com letra inicial ''''' Nas outras frases, foram utilizados substantivos ''''', aqueles que do nomes aos seres da mesma espcie. So escritos com letra ''''', exceto em incio de frase.

<70>
<R+>
 2. Observe as figuras e d um nome a cada uma delas. Depois escreva se o nome  *comum* ou *prprio*. _`[{as figuras foram substitudas por palavras._`]
 rvore -- Pel -- carro --
  flor -- Sandy e Jnior --
  Xuxa

 3. No caderno, copie os substantivos comuns a seguir, escrevendo um substantivo prprio ao lado de cada um deles.
 a) amigo 
 b) lugar 
<P>
 c) parque 
 d) professor
<R->

Vamos produzir

  Em dupla, escrevam uma continuao para a histria da menina Teresa, s que agora quem ir contar os fatos ser ela. Imaginem o que aconteceu quando ela chegou em casa.
  Vocs podero combinar com o professor uma dramatizao. Cada dupla l sua histria para a classe e todos escolhem algumas para serem encenadas.
  Ao escreverem, pensem:
<R+>
 em quem conta a histria (agora ser a menina);
 na quantidade de personagens (a me, os irmos etc.);
 na caracterizao dessas personagens;
 na linguagem utilizada por elas;
 na pontuao;
 na utilizao correta da letra maiscula.
<R->
<71>
<P>
Dilogo entre textos

<R+>
 Que tipo de trabalho  mais comum para meninos? E para meninas?
 Como voc se sentiria se s pudesse brincar no domingo?
 O que voc acha que meninas dessa idade gostariam de estar fazendo ao invs de trabalhar?
<R->

As crias da casa

  (...)
  Hoje em dia,  claro que as meninas so maioria entre as crias da casa. Domingo  a melhor coisa para Josilma, 11 anos, morena de cabelos cacheados, bonita. Grudada ao boneco de plstico, aproveita a folga quinzenal para brincar, na favela do Parque da Aldeia, entre a estrada e o rio Paraba. Na Associao dos Moradores, ela se reuniu s colegas de profisso Joselma, 15 anos, e Josiane, 13, suas irms; e s tambm irms Luciane, 13, e Elisngela, 10. As meninas deram a seguinte entrevista: 
  *Como  o trabalho de vocs*?
  *Luciane* -- Tomo conta de uma menininha de um ano, arrumo casa; fao almoo pra ela. L pelas sete e meia j estou de p e termino a arrumao uma e meia. Almoo, arrumo cozinha, passo roupa, limpo fogo, varro casa e passo pano. L pelas quatro, acabo e vou ver um pouquinho de televiso.
  *Elisngela* -- Eu fao at faxina pesada. S venho pra c no sbado, depois das duas. Tem dia que minha patroa s deixa vir no domingo.
<72>
  *Josilma* -- Eu s venho de quinze em quinze dias.
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    As crianas de Campos     _
l  aprendem cedo a escapar      _
l  dureza dos canaviais: o ser-  _
l  vio domstico em casas de    _
l  famlia. Salrio irrisrio   _
l  e duas folgas mensais; lem-   _
l  bra a vida dos serviais na   _
l  poca da escravido.          _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  *De vez em quando vocs ficam sozinhas? Sentem medo*?
  *Luciane* -- Tenho medo de sumir as coisas e a patroa chamar a gente de ladrona.
  *Josiane* -- A minha, quando sai, me d a chave da casa. L so sete portas. Fico com o maior medo de perder as chaves.
  *Elisngela* -- Quando ela sai, tem uma velhinha que sofreu derrame e a eu tenho de ficar l com ela. Eu tranco a porta.
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Idade: 11 anos.           _
l    Tempo de servio: 4       _
l  anos.                         _
l    Profisso: empregada do-   _
l  mstica.                      _
l    Melhor dia da semana: do-  _
l  mingo de folga. S ento     _
l  pode brincar com as amigui-   _
l  nhas da favela do Parque da  _
l  Aldeia, Campos, onde vivem  _
l  450 famlias, a maioria de-  _
l  las de canavieiros.           _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  *Vocs conseguem ir para a escola*?
  *Luciane* -- Eles disseram que eu vou entrar em julho. Queria ser professora.
  *Josilma* -- Eu tava na segunda srie, mas sa. Agora, vou entrar num brizolo (CIEP).
  *Josiane* -- Eu fiz at a quinta srie, estou fazendo datilografia. Mas tem noite que eu
<73>
no vou, porque fico imprensada com as coisas na casa. A patroa no libera antes. De vez em quando volta pra mais de sete da noite. Tenho de esperar. Eu queria ser bancria. 

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l    Meninas entre 10 e 15    _
l  anos de idade, empregadas     _
l  domsticas em Campos. Elas  _
l  tomam conta de bebs, ar-     _
l  rumam a casa dos patres,     _
l  cozinham, lavam, passam,      _
l  varrem, passam pano, fazem    _
l  faxina, limpam banheiros.     _
l    Uma quer ser bancria;     _
l  outra, professora. "Folga e  _
l  brincadeira, s aqui, no s-  _
l  bado e domingo", dizem elas.  _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  *Joselma* -- S fiz at a primeira srie.
  *Elisngela* -- Parei na Classe de Alfabetizao.
  *Sobra tempo para brincar*?
  *Luciane* -- A patroa me manda brincar com a menininha, mas como vou brincar se tenho de lavar roupa, o banheiro, fazer a faxina? Brincadeira mesmo, s no chuveiro, de noite. 
  *Josiane* -- Folga e brincadeira s aqui, no sbado e domingo.
  *Josilma* -- Onde eu trabalho, tem uma piscina de plstico. Mas tem uns meninos l que no me deixam brincar.
<74>
  (...)
  *Vocs sentem saudade de casa*?
  *Luciane* -- Sim. A, quando a gente vem pra casa, a patroa fica falando que est fazendo pudim, pra gente ficar l.
  *Josilma* -- "T fazendo bolinho", outras coisas assim pra agradar, pra gente no vir.
  *Joselma* -- Mas na segunda-feira, fica tudo igual. Uma poeirinha a mais, t despedida.
  *Elisngela* -- Fico com raiva dessas coisas.
<P>
  *Luciane* -- Eles no deixam nem dar um telefonema.

<R+>
(Iolanda Huzak e J Azevedo. *Crianas de fibra*. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1994. p. 48 a 51.)
<R->

<R+>
 1. O texto  uma entrevista. Alm de escritas, como as entrevistas podem ser apresentadas?
 2. Faa uma lista de lugares onde elas podem ser encontradas.
 3. Para que serve esse tipo de texto?
 
 4. O texto compara o trabalho domstico das crianas de Campos  vida dos serviais na poca da escravido.
 a) Como voc imagina a vida dos serviais na poca da escravido?
 b) Por que a vida dessas crianas foi comparada  vida daquelas pessoas?

 5. Observe as respostas dadas pelas meninas sobre quando sentem medo.
     Imagine-se no lugar delas e faa uma lista com tudo aquilo que provocaria medo em voc.

 6. A menina Elisngela, de 10 anos, diz fazer at faxina pesada. Faa no caderno uma lista de aes que poderiam fazer parte de uma faxina pesada. 
     Depois, destaque aquilo que voc acha que no teria condies de fazer.
 
 7. Em sua opinio, como deveria ser o dia de uma criana de 10 anos?
<R->

<75>
<P>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia atentamente as palavras do quadro:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::
l  pedra -- pedreiro --      _
l  pedregulho -- pedrada --  _
l  pedrinha -- pedreira      _
h::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
 a) Observando essas palavras, copie a frase a seguir completando-a:
     A partir do substantivo ''''', podemos formar os substantivos: ''''', ''''', ''''', ''''' e '''''
<R->

  O substantivo que d origem a outros substantivos chama-se *primitivo*. Exemplos: limo, porta, mala.
  O substantivo que se origina a partir de outro substantivo chama-se *derivado*. Exemplos: limonada, porteiro, maleiro.

<R+>
 b) Agora, indique qual  o substantivo *primitivo* e quais so os substantivos *derivados* do primeiro quadro.

 2. No caderno, separe em duas colunas os substantivos abaixo. Em uma coloque os primitivos e, na outra, seu(s) derivado(s) correspondente(s):
 po -- papelaria -- fogueira -- 
  papelo -- fogo -- aviador -- 
  doce -- avio -- limo -- 
  relojoeiro -- relojoaria -- 
  foguista -- aviao -- papel -- 
  padaria -- doceira -- padeiro -- 
  relgio -- limonada

<76>
<P>
 3. Escreva no caderno substantivos derivados das palavras do quadro.
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  ferro -- gua -- rio --       _
l  sapato -- caixa -- flor --    _
l  perfume -- leite -- livro --  _
l  jogo                          _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
 4. Quantas vezes aparecem os substantivos primitivos? E os derivados? 
 pedrada -- fruteira -- caf --
  plantao -- bananada -- 
  banana -- vidro -- roseira --
  cafeteira

 5. Escolha dois substantivos primitivos e seus respectivos derivados da atividade anterior e forme frases com eles, escrevendo-as no caderno.
<R->
<P>
Vamos produzir

  Rena-se com um ou mais colegas e formulem algumas perguntas que gostariam de fazer a uma criana que trabalha. Junto com um adulto, procurem localizar algum que possam entrevistar e combinem o dia para fazer a entrevista.
  Seria interessante levar um gravador, mas no sendo possvel, escrevam as respostas enquanto a entrevistada for falando.
  Passem as perguntas e as respostas a limpo em uma folha, com o nome e a idade da criana entrevistada. Procurem em revistas e jornais fotos de crianas trabalhando. Se possvel, tirem fotos da criana entrevistada e montem um painel com a entrevista e as fotos. Criem um ttulo para o painel e combinem um lugar para exp-lo.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<P>
Dilogo entre textos

<R+>
 Voc gosta de acordar cedo? Em que situaes?
 Como voc se sentiria se tivesse de acordar bem cedo para trabalhar?
<R->

<77>
Os Entregadores de Po

  Se voc estuda de manh, como eu, deve acordar cedo, no acorda? No vero  gostoso, eu at acordo sozinha, antes da minha me chamar. Ah, mas no inverno, naquelas manhs escuras e geladas, quando a cerrao atrapalha o nascimento do sol, como  duro sair da cama, no ?
  Bom, imagine ento se todos os dias voc tivesse que estar de p, pronta pra trabalhar, s duas e meia da madrugada! Est pensando que  piada, ? Pois no , no.  a essa hora que comea a vida dos meninos que a professora conheceu l na cidade de Pedreira: Osmar, de 13 anos, Marcelo, de 14, e Jlio Csar, de 12. Eles formam o trio de entregadores de po do seu Luiz, um senhor aposentado que  dono de uma perua e entrega pes para uma padaria.

<78>
  Se esses meninos tivessem tempo de fazer um dirio (no sei se voc sabe, mas eu no vivo sem o meu), acho que escreveriam mais ou menos assim:

Querido dirio

  Hoje, sexta-feira, a kombi do seu Luiz passou um pouco antes das 3 da madrugada. Ainda bem que no estava fazendo muito frio. A noite de lua cheia estava clara e estrelada. E os cachorros uivavam, em vez de latir. S podia ser sinal de algum lobisomem no pedao.
  , eu sou assim, gosto de inventar histrias quando acordo, pra ver se espanto o sono. S que quase nunca d certo. A gente acorda mesmo na hora em que comea a levar aqueles cestos pesados da padaria para a kombi.
  Quando o seu Luiz d a partida, o negcio  ficar de olho bem aberto e corpo muito esperto, principalmente na hora de pular com a perua andando. Qualquer descuido, um piso em alguma pedra...  tombo na certa!
  Ainda bem que a chuva tinha passado. S assim pra minha me parar de rezar e voltar pra cama depois que eu saio de casa. E ainda bem, tambm, que a cachorrada toda estava mais interessada em correr atrs do lobisomem do que da gente. 
<79>
  O mais difcil, como sempre, foi a entrega depois da ponte, onde as casas so mais esparramadas. Se bobear, a gente tem que disparar atrs da Kombi, que anda mais devagar, mas no pra pra esperar, no. Da,  s canseira, o resto do dia. No d nem pra prestar ateno direito na explicao da professora.
  Hoje, eu cheguei em casa s 8 da manh e dormi s at meio-dia, pois antes de almoar e ir pra escola eu ainda tinha que fazer a lio de casa.
  Agora j so 8 da noite e eu ainda estou conseguindo escrever porque o caf que tomei com po, em vez de comida, fez meu sono chegar atrasado.
  Mas agora, que ele j veio com fora total, s estou conseguindo enxergar a minha cama.
  Boa-noite, dirio. Acho que s volto no domingo que, como voc sabe,  meu nico dia de folga. Alm disso, vai dar pra variar um pouco de assunto. Marquei um encontro com minha nova namorada... S que ainda  segredo, no contei pra ningum.
<80>
  Tomara que d certo esse namoro que eu inventei pro menino. S fiz isso pra alegrar um pouco a vida dele...
  L em Pedreira, quase todo mundo vive do trabalho nas fbricas de loua e porcelana. Por isso, se o Osmar, o Jlio Csar e o Marcelo no fossem entregadores de po, s poderiam trabalhar em alguma dessas fbricas, ajudando a fazer canecas, porta-jias, bonecas... E teriam que respirar aquele p horrvel que sai da massa da loua e faz um mal danado aos pulmes, correndo o risco de pegar uma doena mais horrvel ainda, pois  incurvel, chamada silicose.
  Mas a dona Celina, me do Osmar e de mais sete filhos, acha que  melhor trabalhar do que ficar vadiando, pela rua, cheirando cola at, como um bando de meninos da idade dos seus que ela sempre v perto da sua casa. Que triste ela pensar desse jeito, no ?
  Alm disso, no esquece de dizer que pelo menos o po e o leite de cada dia esto garantidos pra sua famlia. Graas ao salrio que um dos seus filhos recebe.
  Sabe o que me deu vontade de fazer? Ensinar a esses meninos a minha receita de po, que  to fcil e d to certo. Assim, eles poderiam fazer os pes pra toda a famlia comer e at pra vender, em vez de entregar o po da padaria, de madrugada, descendo e subindo do carro, correndo o risco de cair e se machucar...

<R+>
(J Azevedo, Iolanda Huzak e Cristina Porto. Ilustraes de Michele Lacocca. *Serafina e a criana que trabalha*. So Paulo, tica, 1996. p. 27 a 30.)
<R->

<81>
<R+>
 1. Quem escreveu o dirio foi um menino ou uma menina? Identifique trechos do texto que comprovem a sua resposta.

 2. Releia o trecho: "A gente *acorda mesmo* na hora em que comea a levar aqueles cestos pesados da padaria para a kombi." Explique a expresso em destaque.
 3. Por que o trabalho de entregador de po tem de ser feito de madrugada?
 4. Por que a entrega "onde as casas so mais esparramadas"  mais difcil?
 5. Transcreva do texto o que dona Celina, me de Osmar, acha sobre o trabalho dos meninos.
 6. A autora do texto concorda com a opinio de dona Celina? Identifique o trecho do texto em que  possvel concluir isso.
 7. Voc concorda ou no com dona Celina? Por qu?

 8. Releia o texto da entrevista, *As crias da casa*, e compare a rotina de Josilma com a do menino entregador de po. Depois, faa um quadro _`[{do livro em tinta_`] como este no caderno e complete-o. 
 Josilma
  horas de trabalho: '''''
  escola: '''''
  vida com a famlia: '''''
 entregador de po
  horas de trabalho: '''''
  escola: '''''
  vida com a famlia: '''''
<R->

  Em sua opinio, qual dos dois tem uma vida melhor? 

<82>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia as palavras a seguir:
 semana -- passagem -- ganso --
  conversar -- bolsa -- suco -- 
  professora -- sapato -- curso -- 
  massagem -- sopa -- surdo --
  aniversrio -- assinatura -- 
  travesseiro -- sacola -- 
  apressado -- promessa --
  passarela
     Separamos essas palavras em 3 grupos. Observe-os:
 Grupo 1: semana, sapato, sopa, surdo, sacola, suco
 Grupo 2: ganso, conversar, bolsa, curso, aniversrio
 Grupo 3: passagem, professora, massagem, assinatura, traves-
<P>
  seiro, apressado, promessa, 
  passarela
 a) O que voc observou nessa 
  separao?
 b) Observe as palavras com *ss*. Copie-as em seu caderno e pinte as letras que vm antes e depois do *ss*. Quais so essas letras?
 c) Agora, observe as palavras com *s* no meio delas, copie-as e pinte as letras que aparecem antes e depois. Quais so essas letras?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<83>
 2. Copie as palavras a seguir no caderno, completando-as com *s* ou *ss*. Se precisar, consulte o dicionrio.
 a) can'''ao 
 b) aniver'''ariante 
 c) imen'''o 
 d) a'''ar 
 e) a'''a'''ino 
 f) exce'''o 
 g) ma'''a 
 h) pa'''atempo 
 i) pen'''amento 
 j) ver'''o 
 l) con'''elho
 m) bol'''o 
 
 3. Forme palavras intercalando o *s* entre as slabas. Veja o exemplo e continue no caderno.
     pato :> pa*s*to
 gato -- pata -- pecar -- lema --
  reto -- caco -- rico -- capa --
  pote -- prima 

 4. Descubra mais palavras com a letra *s* e escreva-as no caderno.
 a) Parte do corpo de aves e insetos que serve para voar.
 b) Pedao de pano costurado na parte interna ou externa da roupa, utilizado para guardar objetos.
<P>
 c) Cerimnia em que um homem e uma mulher se unem para construir uma famlia.
 d) Lugar por onde se sai.
 e) Pai do av ou da av. 
 f) Embarcao utilizada no transporte de pessoas e automveis para atravessar rio ou brao de mar.
 g) Roupa de tecido grosso, aberta na frente, usada sobre outras vestimentas.
 h) Dia da semana que vem depois da sexta-feira.

<84>
 5. Releia as palavras que voc descobriu na atividade anterior, observando o som produzido pela letra *s*, e distribua-as em dois grupos.
<P>
     Pinte as letras que aparecem antes e depois do *s*. O que  possvel concluir sobre a letra *s*?

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 6. Copie as palavras, completando-as com *z* ou com *s* (som de *z*).
 a) blu'''a
 b) medro'''o
 c) va'''ia
 d) de'''astre
 e) te'''oura
 f) de'''ena
 g) a'''eitona
 h) a'''edo
 i) televi'''o
 j) be'''erro
 l) '''elador
 m) mi'''ria
 n) gulo'''o
 o) mole'''a
 p) ga'''olina
 q) ra'''o
 7. Observe o exemplo e continue no caderno. 
      uma rosa *que tem cheiro*;  uma rosa *cheirosa*.
 a)  uma empresa que tem poder;  uma empresa '''''
 b)  um aluno que presta ateno;  um aluno ''''' 
 c)  um artista que tem fama;  um artista ''''' 
 d)  uma mulher que tem vaidade;  uma mulher ''''' 
 e)  um homem de coragem;  um homem '''''

 8. Observe o exemplo e faa o mesmo em seu caderno com as seguintes palavras: certo, magro, puro, pobre, esperto, mole e belo.
 Limp-*o* 
 Limp-*eza*
<R->
<P>
Vamos produzir 

  Com quantos anos uma pessoa deve comear a trabalhar? Por qu?
  Essa pergunta dever ser feita para, no mnimo, cinco pessoas com idades diferentes. Pergunte para seus pais, tios, primos, irmos, avs e vizinhos.
  Apresente os resultados para a turma. Depois de ouvir as diferentes respostas, escreva sua opinio sobre esse assunto.

<85>
Sugestes de leitura
 
  1. *Serafina e a criana que trabalha*, J Azevedo, Iolanda Huzak e Cristina Porto, tica. 
  2. *Crianas de fibra*, 
 Iolanda Huzak e J Azevedo, Paz e Terra. 

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<86>
<P>
Unidade 5

Era uma vez...

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Voc conhece histrias que se iniciam com a expresso "era uma vez"? Quais? Conte uma delas para seus colegas.
 Por que voc acha que muitas histrias comeam assim?
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<87>
Branca de Neve.
  J. W. Grimm

Personagens:
  Narrador, Branca de Neve, a Rainha (Velhinha), o Espelho Mgico, o Caador, os Sete Anes, o Prncipe, os Animais da Floresta 
<P>
 Narrador: 
  Era uma vez uma rainha que teve uma filha branca como a neve, de lbios vermelhos como sangue e cabelo negro como o carvo. Chamou-lhe Branca de Neve. Pouco depois de a menina nascer, a rainha morreu e o pai voltou a casar, desta vez com uma mulher to bela quanto vaidosa e cruel, que possua um Espelho Mgico. 
 Rainha: (*Dirigindo-se ao Espelho Mgico*)
  -- Espelho meu, espelho meu, h algum neste reino mais bela do que eu? 
<88>
 Espelho:
  -- No, minha Rainha, voc  a mais bela. 
  (...)
 Rainha:
  -- Espelho meu, espelho meu, h algum neste reino mais bela do que eu?
 Espelho:
  -- Minha Rainha, s aqui entre ns: Branca de Neve  a mais bela.
 Rainha: (*Fica verde de inveja e vermelha de raiva. Chama um Caador  sua presena*) 
  -- Leve Branca de Neve para a floresta e mate-a. Quero que me traga a capa da menina como prova.
 Caador: (*J na floresta e sacando de uma faca*)
  -- Branca de Neve, tenho de obedecer  Rainha.
 Branca de Neve: (*A chorar*)
  -- No me mate, por favor! Prometo-lhe que nunca mais voltarei ao palcio!
 Caador: (*Com pena dela*)
  -- D-me a sua capa e fuja. Vou manch-la com sangue de coelho e a Rainha nunca descobrir que a desobedeci.
<89>
 Branca de Neve:
  -- Est escurecendo: Tenho fome, frio e medo, estas rvores parecem maiores do que de costume e estes animais no parecem muito amigveis. Estou cansada de andar e de tropear em razes. Mas... o que  aquilo?  uma casinha  minha frente. (Entra) Oh! Que casinha to bonita! Est tudo to arrumado e a mesa posta (conta) com sete pratos, sete facas, sete garfos e sete copinhos. Vou comer um bocadinho de cada prato para no se notar muito. Mmmmmm..., que sono! H aqui sete caminhas, mas so to pequenas! Acho que s vou caber na ltima.
 Narrador:
  Branca de Neve adormece e,  meia-noite, os Sete Anes regressam a casa do seu trabalho nas minas das montanhas. 
 Soneca: 
  -- Quem se sentou na minha cadeira?
 Dengoso:
  -- Quem comeu do meu prato?
 Zangado:
  -- Quem provou o meu po?
 Feliz:
  -- Quem usou o meu garfo? 
 Atchim:
  -- Quem comeu a minha couve?
 Dunga:
  -- Quem usou a minha faca?
 Mestre:
  -- Quem bebeu do meu copo?
 Soneca:
  -- Algum usou a minha cama. 
<90>
 Anes:
  -- E a minha? E a minha? 
  (...)
 Mestre: (*Ao descobrir Branca de Neve*)
  --  uma menina! E  to bonita! 
 Branca de Neve: (*Acorda e fica assustada*)
  -- Quem so vocs?
 Anes:
  -- Como voc se chama e como veio parar aqui?
 Branca de Neve:
  -- Chamo-me Branca de Neve e fugi da minha madrasta malvada que queria me matar.
 Anes: 
  -- Ento fique conosco, mas tome cuidado, porque se a sua madrasta descobrir que est viva, vai de novo tentar mat-la. E, sobretudo, no abra a porta para ningum.
<91>
 Narrador:
  E assim Branca de Neve ficou vivendo com os Sete Anes. Cozinhava para eles e limpava a 
 casa.
 (*No palcio da Rainha*)
 Rainha: (*Interrogando o Espelho*)
  -- Espelho meu, espelho meu, h algum neste reino mais bela do que eu?
 Espelho:
  -- Voc, minha Rainha, das que eu vejo  a mais bela, mas na casa dos Sete Anes vive Branca de Neve, e ningum neste mundo  to bela quanto ela.
 Rainha:
  -- No  possvel! O Caador enganou-me e Branca de Neve continua viva. Mas no  por muito tempo. Vou envenenar uma ma e faz-la parecer to apetitosa que ela no resistir a prov-la. Visto-me de velha e dirijo-me  casa dos Sete Anes. Ser fcil engan-la.
 Velhinha: (*Bate  porta da casa dos Sete Anes*)
  -- Truz, truz, truz!
 Branca de Neve:
  -- Quem ? O que quer? No posso deixar ningum entrar.
<92>
 Velhinha:
  -- Sou apenas uma velhinha que vem oferecer-lhe uma ma. (*Tira do cesto a ma de aspecto apetitoso*) 
 Branca de Neve: 
  -- No, obrigada. No posso aceitar. 
 Velhinha: 
  -- Tem medo que esteja envenenada? Vou parti-la ao meio e comemos metade cada uma. 
 Narrador:
  A Velha come a metade que no estava envenenada e Branca de Neve come a outra metade. Assim que d a primeira dentada, a menina cai ao cho. Entretanto, a Velha transforma-se de novo em Rainha e volta para o palcio.
 Rainha: (*Num dos quartos do palcio*)
  -- Espelho meu, espelho meu, h algum neste reino mais bela do que eu?
 Espelho: 
  -- No, minha Rainha, voc  a mais bela!
 Narrador: 
  Nesse dia, os Anes chegam a casa na hora habitual. Encontram Branca de Neve cada no cho e percebem que no respira. Est morta. Tentam reanim-la mas a linda princesa no d sinais de vida. 
 (...)
 Dengoso: 
  -- Vamos fazer-lhe um caixo de vidro e chor-la no meio da floresta.
 Narrador:
  (...) Um dia passa por l um Prncipe.
<93>
 Prncipe: (*Comovido*)
  --  to bonita que no serei capaz de viver sem olh-la. Por favor, deixem-me levar o caixo para o meu palcio.
 Anes:
  -- Como parece ter bom corao, pode levar Branca de Neve com voc.
 Narrador: 
  Os criados do Prncipe levam o caixo e, depois de muito andarem, tropeam em uns arbustos. Com a queda, Branca de Neve cospe o pedacinho da ma envenenada que tinha engolido.
 Branca de Neve: (*Acordando*)
  -- Onde estou? O que aconteceu comigo?
 Prncipe: (*Radiante de alegria*)
  -- Oh, voc est viva! Estou to feliz! Amo-a mais do que qualquer outra coisa no mundo e quero que seja minha mulher.
 Branca de Neve: (*Encantada*) 
<P>
  -- Sim, tambm quero casar-me com voc.

<R+>
(*Branca de Neve*. Trad. Maria Alice Moura Bessa. Porto, Civilizao, 1999 -- adaptada. Coleo Teatro de contos de fadas.)
<R->

<94>
Estudo do texto

<R+>
 1. Observe que antes das "falas", h os nomes das personagens em destaque. Qual  a inteno desse destaque nos nomes? 
 2. Retire do texto frases com os seguintes sinais: ? e ! escrevendo-as no caderno. Justifique o seu uso.
 3. Justifique por que neste tipo de texto os sinais ? e ! foram to utilizados. 
 4. Observe as partes do texto que esto entre parnteses e com letra diferenciada e escreva no caderno para que elas servem.
 5. No caderno, copie o trecho em que h a descrio fsica de Branca de Neve, destacando os elementos que serviram de comparao para a pele, os lbios e os cabelos. 
 6. Localize o trecho em que h a descrio fsica e psicolgica da madrasta de Branca de Neve e escreva-o no caderno.

 7. Agora, observe este trecho:
<R->

  "Rainha: (*Fica verde de inveja e vermelha de raiva. Chama um Caador  sua presena*)
  -- Leve Branca de Neve para a floresta e mate-a. Quero que me traga a capa da menina como prova."

  Pelas aes da Madrasta, o que podemos confirmar sobre suas caractersticas psicolgicas? Ela  invejosa, cruel, indiferente (no se preocupava com Branca de Neve) ou amorosa?
<P>
<R+>
 8. Existe alguma caracterstica negativa apresentada pela Madrasta possvel de ser encontrada em algumas pessoas de nossa realidade? Justifique sua resposta.
 9. O cenrio  cada um dos lugares onde acontecem os fatos em uma representao. Que lugares devem ser representados pelo cenrio nessa histria?
<R->

<95>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Observe o exemplo.
 a) Faa um quadro como este _`[{do livro em tinta_`] no caderno, completando-o:
 menino -- menina
 1a. coluna:
  moo 
  aluno 
  ''''' 
 2a. coluna: 
  '''''
  '''''
  gata 
<P>
 3a. coluna:
  cachorro
  ''''' 
  pato
 4a. coluna:
  '''''
  garota
  '''''
 b) Copie completando: 
     As palavras da primeira coluna so substantivos do gnero ''''' e as da segunda coluna so substantivos do gnero '''''

 2. O que voc observou nas palavras da atividade 1 para concluir a que gnero pertencem?

 3. Copie as palavras do quadro, escrevendo o correspondente feminino para cada uma delas:
<P>
<F->
!::::::::::::::::::::::::::
l  heri -- prncipe --    _
l  poeta -- ator --        _
l  cavaleiro -- genro --   _
l  zango -- homem         _
h::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

 4. Copie as frases a seguir, identificando se os substantivos destacados so femininos ou masculinos.
 a) A *visitante* inesperada foi embora.
 b) O *motorista* apressado correu muito para chegar a tempo.
 c) Os *cientistas* so pessoas incansveis.
 d) A *jornalista* chegou atrasada novamente.
 e) O jornal elogiou a *artista* ontem.
 f) O mdico no atendeu o *paciente* atrasado.

<96>
 5. Reescreva as frases da atividade anterior, trocando o gnero dos substantivos destacados. Altere o que for preciso.
 6. Como foi possvel descobrir o gnero dos substantivos da atividade 4?

 7. Leia as "falas" os quadros a seguir:
 _`[{dois quadrinhos mostrando uma paisagem da histria "Branca de Neve e os sete anes"_`]
<R->

  Quadrinho 1: Branca de Neve numa floresta diz:
  -- "Ai meu Deus! E se aparecer por aqui *uma* bruxa?"
  Quadrinho 2: um ano aponta para a bruxa escondida atrs de uma das rvores da floresta e fala:
  -- "L est *a* bruxa!"

  Agora, identifique as alternativas corretas.
<R+>
 a) O quadro 1 indica uma bruxa qualquer.
 b) O quadro 2 indica uma bruxa em especial. 
 c) O quadro 1 indica uma bruxa em especial.
 d) O quadro 2 indica uma bruxa qualquer.
<R->

  Os artigos so separados em dois grupos. Um dos grupos de artigos serve para indeterminar, para indefinir, no para especificar o substantivo, ou seja, ele se refere a um substantivo qualquer. A esse grupo damos o nome de *artigos indefinidos*.
  O outro grupo de artigos serve para definir e para determinar o substantivo, ou seja, ele se refere a um substantivo em especial. A esse grupo damos o nome de *artigos definidos*.
  Os *artigos definidos* so: *o, a, os, as* e os *artigos indefinidos* so *um, uma, uns, umas*.

<97>
<R+>
 8. Copie e complete a frase a seguir:
     Voc notou que os artigos *o, os, um, uns* so usados com substantivos ''''', enquanto *a, as, uma, umas* so usados com substantivos ''''' 
     Agora, passe estas frases para o caderno, completando-as:
 a) ''''' planeta Terra gira em torno do Sol.
 b) Vou dar ''''' telefonema.
 c) No deixem ''''' tnis espalhados pelo quarto. 
 d) Voc conhece ''''' Estados Unidos?
 e) Eu trouxe ''''' frutas para ''''' caf da manh.
 f) Fiz ''''' sanduches para ''''' meninas. 
 g) Coloque ''''' xcara sobre ''''' pires.
<R->

Vamos produzir

  Imagine o que poderia ter acontecido se depois que Branca de Neve acordasse, ela no gostasse do prncipe.
  Em grupo, escrevam um texto para ser dramatizado. Pensem na quantidade de personagens que a histria dever ter para que todos possam participar. Caprichem nos dilogos e na pontuao. 
  Quando terminarem, faam uma reviso com o auxlio da seo *Nunca se esquea*.
  Antes da apresentao,  necessrio um ensaio. Ateno a alguns detalhes:
<R+>
 cuidem para que todos ouam;
 pronunciem as palavras com clareza;
 sejam expressivos ao falar;
 evitem ficar de costas para as pessoas que estiverem assistindo  apresentao.
<R->
  Vocs podero providenciar um cenrio para a pea: um painel com rvores, por exemplo.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Nunca se esquea 

<R+>
 As palavras foram escritas corretamente?
 Os dilogos foram pontuados adequadamente?
 A seqncia da histria ficou clara?
 O texto apresentou um desfecho (final)?
<R->

<98>
Dilogo entre textos 

<R+>
 Observando o ttulo do texto a seguir, voc acha que nele ser retratada a realidade ou a imaginao? Por qu?
 Para voc, o que significa ser feliz?
<R->

Era uma vez
  Alvaro Socci e Claudio Matta

<R+>
 Era uma vez
 Um lugarzinho no meio do nada
 Com sabor de chocolate
 E cheiro de terra molhada

 Era uma vez
 A riqueza contra a simplicidade 
 Uma mostrando pra outra
 Quem dava mais felicidade

 
 Pra gente ser feliz
 Tem que cultivar as nossas amizades 
 Os amigos de verdade
 Pra gente ser feliz
 Tem que mergulhar na prpria fantasia
 Na nossa liberdade

 Uma histria de amor
 De aventura e de magia
 S tem a ver pra quem j foi criana um dia.

 Ttulo: Era uma vez
 Autores: Alvaro Socci/Claudio Matta
 % de controle: 100%
 Copyright: 1998 by Parceria 
  Edies Musicais Ltda. (Sony Music) -- Av. Prefeito S Lessa, 621 -- Acari -- RJ
<R->

<99>
<R+>
 1. Que tipo de texto  esse?
<p>
 2. Localize os pares de rimas do 
  texto e transcreva-os no 
  caderno.

 3. No caderno, faa um desenho dos seguintes versos:
 "Um lugarzinho no meio do nada
 Com sabor de chocolate
 E cheiro de terra molhada" 

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

 4. Como voc se sentiria em um lugar assim?
 5. Em sua opinio, quem pode dar mais felicidade: a riqueza ou a simplicidade? Por qu? 

 6. Localize os versos abaixo no texto e explique as expresses destacadas com suas palavras:
 "Tem que *cultivar* as nossas amizades
 Os *amigos de verdade*"

 7. Para voc,  importante cultivar as nossas amizades, os nossos amigos de verdade?
 
 8. Releia os versos:

 "Pra gente ser feliz
 Tem que mergulhar na prpria *fantasia*
 Na nossa liberdade"

 a) Qual o sentido da palavra destacada?
 b) No caderno, escreva outro sentido para essa palavra.
 c) Crie uma frase com cada um dos sentidos.
 d) Como  possvel mergulhar na prpria fantasia?

 9. Na unidade anterior, acompanhamos o relato da vida de algumas crianas que trabalham. Em sua opinio, o que  ser criana hoje em dia?
<P>
 10. Releia os versos da ltima estrofe. Voc concorda com eles? Justifique a sua resposta.
<R->

<100>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Reescreva as frases a seguir, corrigindo aquilo que no estiver de acordo com o padro formal da lngua:
 a) No sto havia vrias mala.
 b) As menina brincavam com uns copo. 
 c) O dentista vai esperar o rostos dele desinchar.
 d) Papai pediu para apertar os n das gravata.

 2. O que voc observou para fazer as correes da atividade 1?

 3. Copie as palavras no caderno, acrescentando o plural de cada uma delas:
 a) nuvem
 b) garagem 
 c) pastagem 
 d) ferrugem
 e) lbum
 f) bombom 
<R->

  Como foi feito o plural dessas palavras?

<R+>
 4. Reescreva as frases a seguir, passando as palavras destacadas para o plural. Altere o que for necessrio.
 a) O *capito* deu voz de priso ao *ladro*. 
 b) Plnio planejava construir um *balo*.
 c) -- Ana, na volta da escola, traga *po*.
 d) Naquele filme o *espio* era muito perigoso.
 e) O *arpo*  usado na pesca da baleia. 
 f) O *cidado* merece sempre o respeito das autoridades.
     Justifique como foi feito o plural das palavras destacadas.

<101>
 5. Reescreva as frases a seguir, passando as palavras destacadas para o plural. Altere o que for necessrio.
 a) O *colar* foi comprado nos Estados Unidos.
 b) Passe-me a *colher*, Rose.
 c) O mocinho guardou o *revlver*.
 d) O *pescador* chegou cansado.
     Justifique como foi feito o plural das palavras destacadas.

 6. Reescreva as frases a seguir, passando as palavras destacadas para o plural. Altere o que for necessrio.
 a) Minha comadre Rosana faz um *pastel* divino.
 b) Gilberto, voc trouxe o *papel*?
 c) O *coronel* freqentemente jogava futebol no *quartel*.
 d) Renata, v comprar um *carretel* de linha.
     Justifique como foi feito o plural das palavras destacadas.
<P>
 7. Passe as palavras do quadro para o plural:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::
l  corao -- co -- rfo --  _
l  gs -- item -- hotel --     _
l  canal -- cor -- feliz --    _
l  chapu                      _
h::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<102>
<R+>
 8. Copie o bilhete a seguir, completando-o com as palavras que faltam. Ateno ao plural e ao singular das palavras!
<R->

Marcela,

  Hoje  tarde, vov vai fazer ''''' bolinhos de chuva para comermos juntos. Esses bolinhos so ''''' seus preferidos, no so? Vamos aproveitar e pedir para ela nos contar ''''' belas histrias de fadas do tempo em que ela era criana.
  No vejo ''''' hora de chegar ''''' momento dessas histrias!
  Traga ''''' brinquedos para brincarmos  noite. ''''' pega-varetas no deve ser esquecido.
  At daqui a pouco.
  Caio

  Agora, destaque os artigos definidos e os indefinidos.

<R+>
 9. Copie mais este bilhete, corrigindo o que estiver errado. 
<R->

Caio,

  Por que voc no combinou antes essas idia comigo?
  Infelizmente, no vou poder ir. Se soubesse, teria impedido mame de marcar tanto compromissos nesse dia para mim.
  Vou a vrios lugar: ao mercado, ao mdico,  farmcia. Ficarei a tarde toda fora.
  Fale pra vov guardar alguns bolinho pra mim. Estarei pensando em vocs o tempo todo. Vamos tentar marcar um dia para as histria 
<P>
na semana que vem. Estou esperando a resposta.
 Marcela

<103>
Vamos produzir

  Vamos fantasiar?
  Escreva a continuao da histria com o seguinte comeo:
  "Era uma vez um lugarzinho no meio do nada..."
  Siga o roteiro a seguir para facilitar a criao de sua histria. 
<R+>
 Determine quais sero as personagens.
 Conte como so essas personagens.
 Imagine o lugar onde a histria ir acontecer.
 Conte como  esse lugar. 
 Pense em um problema que poder acontecer em sua histria (conflito).
 Pense em como poder ser resolvido esse problema.
 Pense em um final para a sua histria.
 Lembre-se de colocar a pontuao adequada.
<R->
  Depois de pronta, d um ttulo para ela. Troque de texto com um colega e observe o que ele imaginou. Faa um bilhete com a sua opinio sobre o texto dele.
  Combinem um horrio para a leitura em voz alta de todos os textos.

Dilogo entre textos

<R+>
 O ttulo do texto que voc ler a seguir  *Histria meio ao contrrio*. Como voc imagina que ela seja?
 Procure se lembrar de alguns contos de fadas. Como eles comeam e como terminam?
 Se seu professor pedisse para voc criar uma "histria meio ao contrrio", como ela seria?
<R->

<104>
<P>
Histria meio ao contrrio

  ... E ento eles se casaram, tiveram uma filha linda como um raio de sol e viveram felizes para sempre...
  Tem muita histria que acaba assim. Mas este  o comeo da nossa. Quer dizer, se a gente tem que comear em algum lugar, pode muito bem ser por a. Vai ser a histria da filha desses tais que se casaram e viveram felizes para sempre. E a histria dos filhos comea mesmo  na histria dos pais. Ou na dos avs, bisavs, tataravs ou requetatatataravs -- se algum conseguir dizer isso e se lembrar de todas essas pessoas.
  Bom, tem algum que lembra, ndio lembra. Em muitas tribos, pelo menos. Quando chega a noite e todo mundo se junta em volta da fogueira, muitas vezes os mais velhos ficam contando as histrias de todos os antepassados: avs, bisavs, todos esses que vieram antes, at chegar a vinte. De todos eles, cada ndio tem que saber pelo menos duas coisas -- onde est enterrado o umbigo e onde est enterrado o crnio. Quer dizer, onde o bebezinho nasceu e onde depois a pessoa morreu. 
<105>
  Mas isso  coisa de ndio. Homem branco hoje em dia no liga mais para essas coisas. Prefere saber escalao de time de futebol, anncio de televiso, capitais de pases, marcas de automveis e outras sabedorias civilizadas. Voc sabe a histria dos seus pais? E dos seus avs? E dos seus bisavs? Eu tambm no sei muito no. Mas quando no sei invento.
  Gosto muito de inventar coisas. Por isso no sou muito boa contadeira de histrias. Fico misturando as coisas que aconteceram com as inventadas. E quando comeo a conversar vou lembrando de outros assuntos, e misturando mais ainda. Fica uma histria grande e principal toda cheia de historinhas pequenas penduradas nela. 
<106>
  Tem gente que gosta, acha divertido. Tem gente que s quer saber de histrias muito exatas e muito bem arrumadinhas -- ento  melhor mudar de histria, porque esta aqui  meio atrapalhada mesmo e toda ao contrrio. Ela nem comeou direito e j apareceram a em cima uns ndios que no tm nada a ver com a histria. Mas  que eu gosto muito de ndios e piratas (por isso adoro a histria de Peter Pan) e toda hora eu lembro deles.
  Mas vamos comear de novo pelo comeo.
  Ou pelo fim, que esta histria  mesmo ao contrrio.
  ... E ento eles se casaram, tiveram uma filha linda como um raio de sol e viveram felizes para sempre.
  Eles eram um rei e uma rainha de um reino muito distante e encantado. Para casar com ela, ele tinha enfrentado mil perigos, derrotado monstros, sido ajudado por uma fada, tudo aquilo que a gente conhece das histrias antigas que as avs contavam e que os livros trazem cheios de figuras bonitas e coloridas. Depois, viveram felizes para sempre.
<107>
  Isso era o mais difcil de tudo. Viver feliz para sempre no  fcil, no. Para falar a verdade, nem  muito divertido. Fica tudo to igual a vida inteira que  at sem graa. E eles conseguiram essa felicidade para sempre porque tiveram alguma sorte e muita esperteza. A sorte era que eles e a filha tinham sade e gostavam muito um do outro. A esperteza era que toda vez que aconteciam problemas e aborrecimentos eles procuravam resolver, mas no achavam que eram infelizes. O Rei costumava dizer nessas horas:
  -- Estou preocupado, mas isso passa. Ainda bem que eu sou feliz.
  E passava mesmo. Eles podiam ficar tristes, zangados, furiosos da vida, chateados, aborrecidos, at mesmo infelizes. Mas isso era s um jeito de estar um tempo. O jeito de ser era feliz.
  (...)

<R+>
(Ana Maria Machado. *Histria meio ao contrrio*. So Paulo, tica, 1987. p. 4 a 6.)
<R->

<R+>
 1. Em que essa histria se diferencia dos contos de fadas?
 2. Retire um trecho do texto que justifique o ttulo da histria.

<108>
 3. Releia o trecho: "... E ento eles se casaram, tiveram uma filha linda como um raio de sol e viveram felizes para sempre..."
 a) Explique o uso das reticncias.
 b) Encontre a comparao presente no trecho acima.
 c) Em sua opinio, algum pode viver feliz para sempre? 
<P>
 4. Lemos no texto que os ndios, quando chega a noite, juntam-se em volta de uma fogueira e ficam contando as histrias de todos os antepassados. Segundo a narradora, por que o homem branco no possui esse hbito?
 5. O texto afirma que h duas coisas de que todo ndio precisa se lembrar: *onde est enterrado o umbigo* e *onde est enterrado o crnio*. Pensando nisso, escreva o significado dessas duas expresses.
 6. A narradora comenta que existem pessoas que s querem saber de histrias muito exatas e muito bem arrumadinhas. Em sua opinio, como  esse tipo de histria?
 7. O texto afirma que para viver feliz para sempre no  fcil nem muito divertido. Voc concorda com essa afirmao? Por qu?
<P>
 8. Releia: 
<R->

  "E eles conseguiram essa felicidade para sempre porque tiveram alguma sorte e muita esperteza."
 
  Procure no texto o trecho que justifica o que a narradora chama de *sorte* e *esperteza*.

<R+>
 9. Qual dos textos se aproxima mais da realidade: *Branca de Neve* ou *Histria meio ao contrrio*? Justifique sua resposta.
 10. Compare a participao do narrador nos textos *Branca de Neve* e *Histria meio ao contrrio*, escrevendo no caderno.
<R->

<109>
<P>
Um pouco de gramtica

<R+> 
 1. Leia as palavras do quadro:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::::::
l  geladeira -- gigante --       _
l  gilete -- garota --           _
l  viagem -- galinha --          _
l  baguna -- gol -- gasto --    _
l  bobagem -- gosto -- gula --   _
l  longe -- giz                  _
h::::::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

<R+>
 2. Observe o som da letra *g* e separe as palavras em dois grupos no caderno.
 3. O que voc descobriu ao separar as palavras da atividade anterior em dois grupos?

 4. Copie as palavras, completando-as com *g* ou *j*. Consulte o dicionrio para tirar dvidas.
 a) pu'''ilista 
 b) an'''inho
 c) re'''ime
 d) hi'''inico
 e) cafa'''este
 f) ferru'''em
 g) laran'''inha
 h) '''eitinho
 i) ped'''io
 j) lo'''ista
 l) cere'''eira
 m) en'''essado

 5. Observe o exemplo e continue escrevendo palavras derivadas dos substantivos a seguir: 
     *massagem* -- massagista, massagear
 a) gelo 
 b) laranja 
 c) gesso

 6. Copie as palavras, corrigindo aquelas que estiverem escritas incorretamente:
 a) trage
 b) gibia
 c) canjica
 d) hoge
 e) progeto
 f) enjessado
 g) mjica
 h) beiginho
 i) gorgeta
 j) tijela
 l) berinjela 
 m) ligeiro
<R->

<110>
Vamos produzir 

  Pergunte a seus pais, avs, vizinhos ou amigos como eles se conheceram e se casaram. Pea que lhe contem a histria com todos os detalhes para que voc possa registr-la em seu caderno.
  Se eles permitirem, traga fotos antigas retratando a histria contada. Caso no queira usar as fotos, tire uma cpia delas.
  Monte um painel de exposio dos trabalhos.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<P>
Sugestes de leitura

  1. Coleo Teatro de contos de fadas, Civilizao.
  2. *Histria meio ao contrrio*, Ana Maria Machado, tica.
  3. *Contos de Grimm*, traduo de Heloisa Jahn, Companhia das Letrinhas.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

<111>
<P>
Unidade 6

Vamos Brincar com as Palavras?

Conte a Seus Colegas

<R+>
 Observe as imagens e fale quais palavras vm  sua mente.
 Crie rimas para essas palavras e leia-as para a turma.
<R->

               ::::::::::::::::::::::::

<112>
  Leia a palavra *Raul* de trs para a frente. Que palavra voc descobriu?
  Que outras palavras podemos criar a partir de *Raul*? 
  Crie frases com as palavras criadas e leia-as para a turma.

<R+>
A Lua  do Raul

 Raio de lua.
 Luar.
 Luar do ar
 azul.

 
 Roda da lua.
 Aro da roda
 na tua
 rua,
 Raul!

 Roda o luar
 na rua
 toda
 azul.

 Roda o aro da lua.

 Raul,
 a lua  tua,
 a lua de tua rua!
 A lua do aro azul!

(Ceclia Meireles. *Ou isto ou aquilo*. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1990. p. 22.)
<R->

<113>
  Antes de ler o prximo poema, brinque com a palavra *raridade*. A partir dela, crie outras palavras, brinque de rimar e observe o seu som.
<P>
<R+>
Raridade

 A arara
  uma ave rara
 pois o homem no pra
 de ir ao mato ca-la
 para a pr na sala
 em cima de um poleiro
 onde ela fica o dia inteiro
 fazendo escarcu
 porque j no pode
 voar pelo cu.

 E se o homem no pra
 de caar arara,
 hoje uma ave rara,
 ou a arara some
 ou ento muda seu nome,
 para arrara. 

(Jos Paulo Paes. *Olha o bicho*. So Paulo, tica, 1998.)
<R->

<114>
<P>
Estudo do texto

<R+>
 1. Qual  o assunto tratado pelo 2 poema?
 2. Explique por que a palavra *raridade* foi colocada no ttulo.
 3. Copie o trecho do poema que demonstra por que a arara se tornou rara.
 
 4. Leia o poema em voz alta, prestando ateno na repetio dos sons produzidos durante a leitura.
 a) Indique a slaba que se repete ao longo do poema, copiando as palavras, onde ela est presente.
 b) O que a repetio desse som faz lembrar?
 
 5. Localize os pares de rimas no poema *Raridade*.
 6. Em sua opinio, o que faz uma pessoa prender uma arara?
 7. Localize o 4o. verso da 2a. estrofe e explique o que o autor quis dizer.
 8. O autor, quando prope a mudana de nome da arara, faz um jogo com as palavras: *arara*/*arrara*. Explique o que ele quis dizer.
 9. Ao mudar o nome da arara, por que o autor teve que escrever a palavra com *rr*?

 10. Em grupo, combinem uma forma para ler mais um poema de Jos Paulo Paes, ensaiem e faam uma apresentao para os colegas.
 Cemitrio

1
 Aqui jaz um leo
 chamado Augusto.
 Deu um urro to forte,
 mas um urro to forte,
 que morreu de susto.

<115>
2
 Aqui jaz uma pulga
 chamada Cida.
 Desgostosa da vida,
 tomou inseticida:
 era uma pulga suicida.

3
 Aqui jaz um morcego 
 que morreu de amor
 por outro morcego.
 Desse amor arrenego:
 amor cego, o de morcego!

4
 Neste tmulo vazio 
 jaz um bicho sem nome.
 Bicho mais imprprio!
 Tinha tanta fome 
 que comeu-se a si prprio.

(Jos Paulo Paes. *Poemas para brincar*. So Paulo,
  tica, 1991,)

 a) Justifique por que o poema se chama cemitrio.
 b) Observe cada uma das estrofes, localize o bicho citado e o motivo da morte.
<p>
 c) O autor Jos Paulo Paes faz um jogo com as palavras em seus dois poemas, *Raridade* e *Cemitrio*. Localize-os, escrevendo-os no caderno.
 d) Em dupla, pensem em um animal e continuem o poema fazendo mais uma estrofe de acordo com o tema do texto. Depois, leiam-na para a turma.
<R->

<116>
Um pouco de gramtica

<R+>
Os carneirinhos

 Todos querem ser pastores,
 quando encontram, de manh,
 os carneirinhos,
 enroladinhos
 como carretis de l.

 Todos querem ser pastores
 e ter coroas de flores 
 e um cajadinho na mo 
 e tocar uma flautinha 
 e soprar numa palhinha
 qualquer cano.

 
 Todos querem ser cantores
 quando a Estrela da Manh
 brilha s, no cu sombrio,
 e, pela margem do rio,
 vo descendo os carneirinhos
 como carretis de l...

(Ceclia Meireles. *Ou isto ou aquilo*. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1990, p. 19.)
<R->

<R+>
 1. Procure no texto os substantivos no diminutivo e escreva-os no caderno.
 2. Reescreva o poema, passando os substantivos encontrados na atividade 1 para o aumentativo. Faa as alteraes necessrias.
 3. O que voc achou do poema depois que passou as palavras para o aumentativo?
 4. Encontre no poema as palavras que rimam com: *manh, flores, flautinha, mo* e *sombrio*. Depois, crie outras rimas com elas.

<117>
 5. Copie as frases no caderno completando-as.
 a) Um gato pequeno  um ''''' 
 b) Um cachorro pequeno  
  um '''''
 c) Uma casa grande  um ''''' 
 d) O sapato do beb  um ''''' 
 e) A mistura de um carro 
  um ''''' 
 f) Um grande amigo  um ''''' 
 g) O garfo do cozinheiro 
  um ''''' 
 h) A pequena macaca do circo  
  uma '''''

 6. H outras maneiras de indicar o grau diminutivo. Descubra as palavras que indicam tamanho normal no quadro a seguir.
 caixote -- chuvisco -- farolete -- 
  filhote -- vareta -- velhote -- 
  vilarejo -- lugarejo -- 
  riacho -- ruela -- saleta -- 
  serrote -- soneca 
     Escolha trs palavras no diminutivo e forme uma frase com cada uma. 

 7. O diminutivo e o aumentativo tambm expressam *carinho* e *desprezo* ou *elogio*. Veja as seguintes frases e escreva no caderno que sentimentos o diminutivo e o aumentativo indicam: 
 a) O namorado de Cla  um *gato*.
 b) Que *mulherzinha* chata!
 c) -- *Filhinha*, atenda o telefone para a *mame*.
 d) Joo  o "*burrinho*" da classe.
 e) -- Nota baixa na prova de Matemtica? Que *papelo*!
<R->

Vamos produzir

  Leve para a classe vrios poemas de que tenha gostado. Escolha um ou dois para ilustrar. Se preferir, faa colagens em vez de desenhos.
  Voc vai precisar de tesoura, revistas variadas, cola, papel para ser a base das colagens ou dos desenhos, lpis de cor, canetinhas, papis coloridos, desenhados ou com texturas etc. *Ateno*: os desenhos ou as colagens devero estar de acordo com a idia do poema escolhido.
  Copie o poema e o nome do autor junto das ilustraes e, com toda a turma, organizem um painel com os trabalhos.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<118>
 Dilogo entre textos

<R+>
 O poema a seguir chama-se *Trem de ferro*. Quando se fala em trem de ferro, que idias vm  sua cabea? 
<R->

<R+>
Trem de ferro

 Caf com po
 Caf com po
 Caf com po

 
 Virgem Maria que foi isso maquinista?

 Agora sim
 Caf com po
 Agora sim
 Voa, fumaa
 Corre, cerca
 Ai seu foguista
 Bota fogo
 Na fornalha
 Que eu preciso
 Muita fora
 Muita fora
 Muita fora

<119>
 O...
 Foge, bicho
 Foge, povo
 Passa ponte
 Passa poste
 Passa pasto
 Passa boi
 Passa boiada
 Passa galho
 De ingazeira
 Debruada
 No riacho
 Que vontade
 De cantar!

 O...
 Quando me prendero
 No canavi
 Cada p de cana
 Era um ofici
 O...
 Menina bonita
 Do vestido verde
 Me d tua boca
 Pra mat minha sede
 O...
 Vou mimbora vou mimbora
 No gosto daqui
 Nasci no serto 
 Sou de Ouricuri
 O...

 Vou depressa
 Vou correndo
 Vou na toda
 Que s levo
 Pouca gente
<P>
 Pouca gente
 Pouca gente... 

(Manuel Bandeira. *Poesia completa e prosa*. Rio de Janeiro, Jos Aguilar, 1974. 
  p. 236.)
<R->

<120>
<R+>
 1. As idias que vieram  sua cabea antes de ler o texto foram confirmadas? Quais eram elas?

 2. Leia devagar os trs primeiros versos. Que idia o som das palavras transmite? 
 3. Retire do texto um trecho que revele o aumento de velocidade do trem.

 4. Releia o trecho a seguir:
 "Ai seu foguista 
 Bota fogo 
 Na fornalha
 Que eu preciso
 Muita fora 
 Muita fora 
 Muita fora"
<R->
<p>
  Quem est falando com o foguista? Retire do texto os versos que confirmam sua resposta.

<R+> 
 5. Copie no caderno o trecho que revela a paisagem por onde o trem vai passando.
 6. O poema retrata uma paisagem do campo, de cidade do interior, de cidade grande ou do litoral? Faa uma lista de tudo o que voc observou para chegar  resposta.

 7. Observe que a expresso *O* aparece vrias vezes ao longo do poema. O que ela representa?
     A linguagem utilizada no poema  tpica da regio por onde o trem passa.
     Por ela, podemos concluir que os moradores so pessoas do interior, do campo. Retire trechos em que essa linguagem foi utilizada.
<p>
 8. Combine com seu grupo uma dramatizao deste poema, que dever ter um cenrio confeccionado e ilustrado por vocs.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>
<R->

<121>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. O maquinista do trem de ferro precisa definir qual estrada seguir para chegar em Ouricuri. Ajude-o.
     *Pista*: para descobrir o caminho, voc dever passar todas as palavras para o diminutivo.
 _`[{descrio de trs caminhos que podem ser percorridos pelo maquinista: rosa, lils e verde, com as respectivas palavras._`]
<R->

  Caminho rosa: lousa, avental, peso, computador e anel.
  Caminho lils: trem, boi, papel, serto e mar.
  Caminho verde: caso, varal, vaso, balsa e bolsa.

<R+>
 a) O que voc observou para descobrir o caminho certo?
 b) Observe o final das palavras no diminutivo e divida-as em dois grupos, escrevendo-as no caderno.
 c) Conclua com suas palavras como  o uso do *s* e do *z* nos diminutivos.

 2. Observe as figuras e escreva no caderno o diminutivo de cada uma delas.
 _`[{as figuras foram substitudas por palavras._`]
 p -- flor -- cantor -- vaso --
  raposa -- blusa -- rosa -- 
  arroz -- p -- sorriso

 3. Crie frases utilizando as palavras da atividade anterior, empregando o diminutivo com sentido de *desprezo, carinho* e *tamanho*.
<R->

<122>
Vamos produzir

  Leia a seguir o poema de Elias Jos e observe como ele brinca com as palavras que rimam com nomes de pessoas.
  Que tal fazer como ele, criando estrofes com os nomes das pessoas de sua famlia: pai, me, irmos, tios, tias, primos e primas? A escolha  sua.
  Depois, crie ilustraes para elas. Terminado o trabalho, tire cpias e d de presente para as pessoas que apareceram em seu poema, pedindo para que elas escrevam o que acharam do resultado.

<F->
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  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Perguntas e respostas cretinas

  -- Voc conhece o Joo?
  -- Aquele que lhe deu um bofeto?
  
  -- Voc conhece o Z? 
  -- Aquele que pegou no seu p?
  
  -- Voc conhece a Mara?
  -- Aquela que tirou sarro da sua cara?
  
  -- Voc conhece a Esmeralda?
  -- Aquela que trocou sua fralda?
  
  -- Voc conhece a Marieta?
  -- Aquela que lhe fez careta?
  
  -- Voc conhece o Vieira?
  -- Aquele que fez sua caveira?
  
  -- Voc conhece o Chico?
  -- Aquele que lhe deu um penico?
<P>
   
  -- Voc conhece o Joaquim?
  -- Conheo, mas chega... e fim!...

<R+>
(Elias Jos. *Segredinhos de amor*. Moderna, 1991. Coleo Girassol. p. 48 e 49.)
<R->

<123>
Dilogo entre textos

<R+>
 Veja agora um poema diferente na forma de expresso.
<R->

 tremtremtremtremtrem

 ponte
 inca
 trem
 bada
 trem 
<P>
 trem trem trem trem trem trem 
  trem

<R+>
(Leon Eliachar. *O homem ao quadrado*. Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1973. 
  p. 105.)
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<R+>
 1. Observe como a palavra *trem* foi escrita: tremtremtremtremtrem
 a) O que ela lhe faz lembrar?
 b) Leia em voz alta e rapidamente. O som produzido nos faz lembrar do qu?

 2. Por que voc acha que a palavra *inacabada* ficou cortada?
 3. O que aconteceu com o trem? Explique o que voc observou para chegar  concluso.
 4. Se em vez de a palavra *trem* aparecer vrias vezes de forma desalinhada ela tivesse sido escrita apenas uma na frente da outra, como na primeira linha do poema, em que forma uma fileira, a idia transmitida teria sido a mesma? Por qu?
 5. Em que parte do poema o trem se perde? Copie o momento exato no caderno.
<R->

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

<124>
Um pouco de gramtica

<R+>
 1. Leia as estrofes a seguir:

 Este  o Xisto Engraxate,
 moleque danado, xereta,
 mexe com todos, puxa conversa,
 no tem medo de careta...

 (...)

 Mora s com uma senhora,
 por quem tem o maior xod.
  a baixinha dona Xepa,
 grande amiga e av.
 (...)

(Cristina Porto. *Xisto e Xepa*. So Paulo, FTD, 1988. p. 4 e 8.)
<R->

  Identifique os pares de rimas nas estrofes, escrevendo-as no caderno.

<R+>
 2. Releia as estrofes e indique o som que nelas se repete.
 3. Por que a autora escolheu os nomes Xisto e Xepa para as personagens?
 4. Encontre no poema palavras com a letra *x* e escreva-as no caderno.
 
 5. Observe o som da letra *x* das palavras do quadro:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::
l  txi -- aproximar --  _
l  exrcito -- xampu     _
h::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Qual dessas palavras tem o mesmo som que as palavras encontradas na atividade 4?

<R+>
 6. A letra *x* tem som de *ch, s, z* e *cs*. Descubra o som de cada um dos grupos de palavras a seguir, escrevendo no caderno.
 Grupo 1: xcara, lixo, enxugar, caixote, luxo
 Grupo 2: externo, exploso, expresso, mximo, auxiliar, prximo
 Grupo 3: exerccio, exato, exrcito, exagero, exibir
 Grupo 4: clmax, reflexo, trax, txi, xerox, pirex

<125>
 7. Observe as palavras com *x* (som de *ch*):
 faixa -- peixe -- queixa --
  peixada -- caixo -- baixo --
  ameixa -- deixar -- afrouxar

 8. Agora, observe as letras que vm antes do *x*. O que  possvel concluir?

 9. Identifique a palavra que no faz parte do grupo abaixo:
<R->

<F->
!::::::::::::::::::::::::::::
l  enxaqueca -- enxergar --  _
l  enxada -- enxaguar --     _
l  enxugar -- enxurrada --   _
l  enxoval -- abacaxi        _
h::::::::::::::::::::::::::::j
<F+>

  Observe agora todas as palavras que fazem parte do grupo e escreva no caderno uma regra para o uso do *x* nesse caso.

<R+>
 10. Copie as frases a seguir, completando as palavras com *x* ou *ch*.
 a) A noiva perdeu todo o seu en'''oval durante a en'''ente.
 b) O engra'''ate no gostava de engra'''ar a bota do ga'''o.
 c) O ca'''orro comeu a salsi'''a que estava cada no '''o.
 d) A '''upeta do beb tinha gosto de '''ocolate.
 e) O menino '''ereta tentou abrir a fe'''adura do cai'''ote com uma faca.
 
 11. Encontre a palavra que no faz parte do grupo e escreva-a no caderno.
 exame -- exrcito -- exibio -- 
  exemplo -- exercer -- 
  exigente -- exerccios -- 
  extino -- exato -- 
  exuberante -- exaltao -- 
  extico -- exagero
 a) O que h em comum em todas as palavras que fazem parte do grupo?
 b) Observe as letras que vm antes e depois do *x* nessas palavras e escreva no caderno uma regra para o uso do *x* com som de *z*.

<126>
 12. Escreva no caderno palavras da mesma famlia de:
 a) exemplar 
 b) examinar 
 c) exercer 
 d) exaltar 
 e) exibir
 f) exigir
 g) exilar
 h) exagerar
 i) executar
 j) exato

 13. Copie as palavras a seguir, completando-as com *x* ou *z*. 
 a) e'''lio
 b) e'''tico
 c) e'''altao
 d) '''odo
 e) e'''istncia
 f) e'''ame
 g) cru'''ado
 h) e'''onerar
 i) vi'''inho
 j) e'''rcito
 l) a'''edo
 m) '''umbido

 14. Agora, descubra quais so as palavras em que o *x* tem som de *s* e escreva-as no caderno.
 enxugar -- exrcito -- externo --
  exagero -- exploso --
  extremidade -- exibir --
  exclusivo -- expectativa --
  exame -- expresso --
  expresso -- caixote --
  exclamar -- texto -- explorar

 15. Descubra se as palavras so escritas com *s* ou *x*. Consulte o dicionrio para realizar o exerccio, escrevendo-as no caderno:
 a) e'''petculo
 b) te'''te
 c) e'''pectativa
 d) e'''perincia
 e) e'''plosivo
 f) e'''posio
 g) e'''tranho
 h) e'''pecial
 i) de'''cobrir
 j) e'''queleto
 l) e'''poente
 m) e'''perto
 n) e'''presso
 o) e'''pedio
 p) e'''colher
 q) e'''clamar
<P>
 16. Identifique a palavra que no faz parte do grupo a seguir.
 durex -- xerox -- txi --
  fixar -- exigente --
  crucifixo -- boxe -- oxignio --
  trax -- txico -- complexo --
  axila -- sexo
     Explique o que h em comum no restante das palavras.

<127>
17. Vamos recordar:
 exrcito -- expresso --
  oxigenada -- caixote --
  flexvel -- excelente --
  explicao -- enxugar --
  desintoxicar -- examinador --
  lixeira -- explodir --
  exemplo -- enxada -- asfixiar --
  exagerar -- peixaria --
  prefixo -- exato
<R->

  Faa um quadro como este _`[{do livro em tinta_`] e distribua as palavras nas colunas de acordo com o som do *x*.
<P>
 1a. coluna: *x* 
  (som de *ch*) '''''
 2a. coluna: *x*
  (som de *s*) '''''
 3a. coluna: *x*
  (som de *z*) '''''
 4a. coluna: *x*
  (som de *cs*) '''''

Vamos produzir

  Leia o poema:

<R+>
Imprevisto

 Uma tarde,
 numa ponte sobre o rio Paran,
 se encontraram um rato e uma capivara.

 O rato, todo cheio de si, disse:
 -- Eu sou o roedor *mais rpido* do Brasil!

 A capivara duvidou:
 -- Quero ver!
<P>
 
 O rato,
 rpido
 como
 um
 relmpago,

 roeu a corda da ponte de corda
 e!!! TIBUM!!!?
 Caiu como um caqui maduro
 no meio do rio Paran.

<R+>
(Lus Camargo. *O cata-vento e o ventilador*. So Paulo, FTD, 1994. p. 12-3.)
<R->

<128>
  Voc observou como o poeta Lus Camargo brincou com as formas das letras e das palavras no poema?
  Em grupo, conversem sobre essa maneira de escrever e registrem no caderno as concluses a que chegaram.
  Em seguida, criem um poema brincando como o autor de *Imprevisto*. 
  Depois de pronta a sua forma de apresentao do poema, faa uma exposio na classe.

<F->
==================================
  pea orientao ao professor  y
gggggggggggggggggggggggggggggggggg
<F+>

Sugestes de leitura

  1. *Poesia a gente inventa*, Fernando Paixo, tica.
  2. *Ou isto ou aquilo*, Ceclia Meireles, Nova Fronteira.
  3. *O cata-vento e o ventilador*, Lus Camargo, FTD.
  4. *Poemas para brincar*, Jos Paulo Paes, tica.
  5. *Olha o bicho*, Jos Paulo Paes, tica.
  6. *Cavalgando o arco-ris*, Pedro Bandeira, Moderna.

               xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxo

Fim da Segunda Parte